Pequeno raio de sol
Faz uma semana talvez , alguns dias a mais ou a menos, não sei. Tive um daqueles pequenos momentos de felicidade quente no meio de tantos desvios perigosos. Uma simples tarde, a tensão pré-vestibular me corrompia, nada poderia dar certo, era um fato. Para alguém como eu, que há tempos anda sendo privada de um convívio social dentro dos padrões normais chega a ser um fato deveras extraordinário contar sobre meus planos pro dia seguinte, meus receios e ouvir desejos de boa sorte de pessoas diferentes das mesmas de sempre, dos outonos e primaveras passadas. Porque o verão aqui não chegou ainda, pessoas legais demoram a aparecer e é sempre o mesmo vento nostálgico e seguro dos outonos passados que vem me visitar. Essa espera é muito longa, por que demora tanto a chegar? Os verões costumam ser efusivos e quando menos se espera ele já se foi e é por isso que prefiro a segurança dos outonos e primaveras, mas isso não significa dizer que não necessito de uma tarde quente de verão. Naquele dia senti que eu podia sim não ser tão estranha e dura com os outros, que eles mesmo não sendo ainda tão amigos assim poderiam me desejar boas coisas e podiam sim acreditar em mim, mesmo que eles não conheçam ainda o meu pior. Na volta pra casa senti que eu podia ser mais, que podia sim ter um pouco de boa sorte na prova do domingo e senti principalmente que em algum lugar em meio a tanta lama de timidez e pessimismo existe uma garota que possui um sol dentro de si, que pode sim ser agradável com gente nova e ser sociável (dentro do limite que permite a timidez de um tímido). Já era pôr-do-sol e ora seus raios mornos de fim de verão tocavam minha face, ora eram encobertos por árvores nem sempre tão belas, nem convenientes, mas sempre encantadoras. Uma hora as árvores encobririam o sol de vez, até o próximo raiar do dia, até o próximo verão, até o fim do inverno. Apesar do breve espetáculo, foi um instante de paz e talvez, quem sabe, um outro verão menos breve e mais alegre não esteja por perto, apenas esperando? Sinceramente, não suporto mais tanto frio.
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1 comentários:
Talvez seja hora de mudanças, de fazêr das nostaligas algo mais proximo do seu presente não apagando a velhas lembranças que sempre deixam o sabor de saudade mais intenso... Viver no frio as vezes é preciso mas calor nunca é ruim não é mesmo? Acredite mais em você tente não fazer da sua timidez refúgio por completo, quem sabe algo mude. =D
Sorte a prova!
Beijos
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